Não posso deixar de pensar hoje nas mulheres da minha vida. A minha avó-velha (a bisa), de quem tenho tantas saudades, as minhas avós, a minha mãe, a minha tia Mimi, a tia Júlia, a tia Emília, as professoras que me marcaram, a começar pela minha educadora da pré, a Augusta, algumas amigas, principalmente a Paula, que tem passado por tanto e continua a manter um espírito positivo invejável e admirável, e tantas, tantas outras que através de várias formas vieram parar à minha vida e me ensinaram a ser mais eu. Penso também em mim, que tenho suportado muito mais do que pensava ser possível, e é assim que me sinto cada vez mais mulher. Com tudo o que tenho vivido no último ano, tenho aprendido a admirar-nos cada vez mais. Somos muito mais do que pensamos, resistentes, fortes, capazes de tudo aquilo que os outros, sobretudo os homens, acham que nós não somos capazes. Temos, ao mesmo tempo, uma sensibilidade especial para o que nos rodeia e que faz com que, apesar de muitas dificuldades que possamos passar, nos mantenhamos sempre afáveis, preocupadas, meigas, carinhosas, capazes de abrir o coração e de amar sempre mais e mais. Cada vez gosto mais de ser mulher e tenho orgulho em mim e no que tenho conseguido fazer, apesar das contrariedades. Hoje é um dia para pensar assim, para pensar mais em mim e nas mulheres que mais amo. A todas dedico este poema...
Mostrar mensagens com a etiqueta Mulheres. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Mulheres. Mostrar todas as mensagens
8.3.10
19.2.10
Livros, mulheres e o medo que suscita(va)m
Há uns meses, na sala de espera de um consultório médico folheava uma daquelas revistas femininas que achamos que nada nos vai mostrar de novo, quando ainda por cima já era de há dois anos atrás. O título de um livro despertou-me a atenção e não descansei enquanto não o tive comigo. "Mulheres que lêem são perigosas" é um livro delicioso, com imagens belíssimas sobre a relação das mulheres com o mundo fascinante da leitura. Stefan Bollmann leva-nos numa viagem empolgante pela história da leitura desde o século XIII até ao século XXI. "O motivo da mulher que lê fascinou artistas ao longo de todas as épocas. No entanto, até ser permitido às mulheres ler aquilo que elas bem entendessem, passar-se-iam bastantes séculos. Primeiro que tudo, deveriam bordar, rezar, cuidar dos filhos e cozinhar. Contudo, no preciso momento em que se aperceberam da leitura como uma possibilidade de trocar o estreito mundo do lar pelo ilimitado universo das ideias, da fantasia, e também do conhecimento, passaram a constituir uma ameaça". Para quem, como eu, é mulher e tem uma relação tão forte com os livros, este livro é uma aprendizagem sobre esse privilégio e um deleite. É impossível escolher uma só imagem de tantas tão bonitas e tocantes, tal como é imperativo ler e reler com calma todas as linhas dos textos que as acompanham.
Deixo-vos dois bocadinhos do prefácio divertido e provocatório escrito por Elke Heidenreich:
"Nas fogueiras da Inquisição arderam sobretudo mulheres e livros. Proporcionalmente, a quantidade de homens que delas foram vítimas foi bastante reduzida. No entanto, as mulheres que sabiam ler e escrever, que soubessem fosse o que fosse, e os livros, onde estivesse contido algum conhecimento, eram ambos considerados perigosos."
"Da leitura resulta a autoconfiança, da autoconfiança resulta a coragem de ter ideias próprias. Os homens não gostam necessariamente de mulheres que lêem. «Não é ao nível do cérebro», escreve Gottfried Benn numa carta, «que os homens pretendem ser estimulados por uma mulher, mas noutro lugar bem diferente.» Ora aí está. Nós sabemo-lo e apesar disso continuamos a ler. Com o passar dos anos, os livros tornam-se por vezes até mais importantes que os homens. Queremos que o nosso coração seja estimulado. Os autores literários conseguem-no."
Imagem: Rapariga a Ler, de Franz Eybl
2.2.10
As grandes mulheres nunca morrem!

Afirmas que brigámos. Que foi grave.
Que o que dissemos já não tem perdão.
Que vais deixar aí a tua chave
e vais à cave içar o teu malão.
Mas como destrinçar os nossos bens?
Que livro? Que lembrança? Que papel?
Os meus olhos, bem vês, és tu que os tens.
Não te devolvo - é minha - a tua pele.
Achei ali um sonho muito velho,
não sei se o queres levar, já está no fio.
E o teu casaco roto, aquele vermelho
que eu costumo vestir quando está frio?
E a planta que eu comprei e tu regavas?
E o sol que dá no quarto de manhã?
É meu o teu cachorro que eu tratava?
É teu o meu canteiro de hortelã?
A qual de nós pertence este destino?
Este beijo era meu? Ou já não era?
E o que faço das praias que já não vimos?
Das marés que estão lá à nossa espera?
Dividimos ao meio as madrugadas?
E a falésia das tardes de Novembro?
E as sonatas que ouvimos de mãos dadas?
De quem é esta briga? Não me lembro!
Rosa Lobato de Faria... viverá sempre através das palavras e da obra que nos deixou.
5.1.10
30.12.09
Medo e esperança
Há pouco recebi a visita da minha amiga Ana, que me trouxe estes peixinhos. Estava a precisar de vida cá em casa e, como não posso ter um cão ou um gato, adorei a ideia dos peixinhos! Só mesmo a Ana para se lembrar de me fazer rir assim! Os peixinhos já têm nome: D. Quixote e Dulcineia. Não sei bem se são macho ou fêmea porque não sei distinguir o sexo nos peixes... :) Mas achei por bem ser um casal, até porque eles parecem muito agitados e andam sempre juntinhos!
Etiquetas:
Amigos,
Família,
Miminhos,
Mulheres,
O melhor do dia
27.12.09
Lugares e histórias de amor
Etiquetas:
Amigos,
Dias especiais,
Histórias,
Mulheres,
O melhor do dia
21.12.09
Mulheres que marcam a minha vida
Uma fatia de bolo de chocolate absolutamente delicioso, numa Casa de Chá linda, num sítio onde não se espera encontrar o que encontrei. Um lugar a visitar, com mais calma, quando o tempo permitir.
Um mimo que recebi hoje, das "minhas" formandas. Não me canso de me fascinar com estas mulheres, mulheres que têm vidas tão complicadas que parece impossível. Mulheres que se chegam ao pé de mim, quase num sussurro, a confessar: "sabe, Dr.ª, a minha vida não tem sido fácil..." E lá desenrolam mais uma história de vida triste, quase sempre marcada por homens que não demonstram o mínimo respeito pelo seu esforço e dedicação. Admiro e aprendo imenso com estas mulheres, e detesto quando ouço algumas pessoas dizer "não sabem nada, não têm cultura, não sabem escrever"... Adoro mulheres que trazem a vida marcada em cada ruga, em cada palavra mais agreste, em cada ano que parecem ter a mais (e são tantos!... é impressionante!)! Passei bons momentos com estas mulheres, quase todas com a 4.ª classe, para as quais foi a primeira formação que tiveram. No primeiro dia, no final da sessão, confessaram já entre risos que estavam cheias de dor de barriga porque estavam cheias de medo. Hoje, não queriam sair, e as lágrimas não se contiveram ao ver um vídeo sobre a solidão dos idosos. Saber que alguma coisa mexeu em quem tinha tudo por garantido é um orgulho. Não podemos mudar tudo, mas se mudarmos um bocadinho que seja já é positivo. São estas mulheres que marcam a minha vida, todos os dias, muito mais do que elas próprias imaginam e do que lhes consigo transmitir.
Este gesto fez-me lembrar uma canção, das que mais gostei de aprender nos encontros de jovens, na Igreja...
Fica sempre um pouco de perfume
nas mãos que oferecem rosas
nas mãos que sabem ser generosas...
Etiquetas:
Momentos,
Mulheres,
O melhor do dia,
Pessoas
Subscrever:
Mensagens (Atom)
