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28.4.10

Imagens

Hoje não estou a conseguir inserir aqui nenhuma imagem, mas não faz mal, nem sempre as palavras têm que vir associadas a imagens. E para além disso, torna-se muito mais divertido imaginarmos nós próprios uma imagem para as palavras que lemos. Assim, de uma só palavra, pode surgir uma infinidade de imagens, já pensaram nisso? É giro fazer esse exercício.
Há dias que começam mal e acabam bem. Há momentos em que nos focamos nas dores, no mau-humor, na desmotivação e tudo parece negro. E de repente, às vezes sem percebermos porquê, acontece uma transformação. Algo muda em nós. Muda o foco. E tudo parece mudar também. "Às vezes basta mudar a cadeira para mudar a perspectiva". E hoje senti muito isso. Vi as coisas por outro prisma, agi, falei, quis mudar e mudei também. E percebi que tenho dentro de mim todos os sonhos do mundo e que os quero construir, um a um, passo a passo, devagar ou a correr, mas quero. Já estou a construir alguns, outros ainda vão nascer, aos poucos. Sou muito mais do que fui até aqui. Posso muito mais do que fiz. Tenho muito mais para dar. Quero ser mais e melhor. E vou ser.

26.4.10

Laços


Há momentos em que também é preciso parar e agradecer àqueles que, mesmo à distância, nos fazem sentir que não estamos sós, mas sim unidos por laços de afecto, que apesar de invisíveis, se tornam quase palpáveis.
Essa é uma das magias da vida.

23.4.10

Há dias...

...bons e outros menos bons.
Hoje bastava...

...uma colher de alegria...
...uma colher de ternura...
...uma colher de afecto...
...uma colher de amor...

...tão pouco, para que o dia fosse melhor.

19.4.10

Em pinturas

Já está terminado há duas semanas, mas só ontem o trouxe. Foi feito para oferecer à minha amiga A., para lhe levar um bocadinho de Primavera à casa e à vida nova. Mas esta não é uma flor qualquer, não não é. A Sara, uma das meninas mais pequeninas que frequenta as aulas de pintura, andava de volta de mim, muito sorrateira e muito intrigada, a olhar para a minha flor. Eu percebia a sua estranheza, mas não lhe disse nada, deixei-a andar, andar, ir, voltar mais uma vez, até que não resistiu e me perguntou, muito despachada: "Esta flor é um bocado estranha. Secalhar enganaste-te nas cores. Porque é que o pé é azul?". Respondi-lhe, muito tranquila, "sabes Sara, esta flor é muito especial. Chama-se bem-te-quero e é uma flor da Alice no País das Maravilhas, por isso é que o pé é azul..." Logo a sua carita se abriu num sorriso e disse "Está mesmo gira!". A partir daí, esta passou a ser a flor do país das maravilhas e a Sara vem sempre cumprimentar-me com um sorriso enquanto ando em pinturas.

14.4.10

Pedaços...


...de momentos de descanso, longe do mundo, em comunhão com a natureza e comigo própria.
Sabor a mar, a peixe, a pão fresco pendurado na porta, a madeira, a rosmaninho e alecrim, a passarinhos a cantar só para mim, a leituras, a pensamentos, a descobertas, a sonhos, a saudades, a música, a flores, a sol, a conchas, a luz da manhã a beijar-me o rosto... sabor a tudo e a nada... a amargo e a doce... sabor a vida!...

19.3.10

Pintar a vida

Imagem: Weheartit

Não me aconteceu nem fiz nada de especial, mas hoje sinto-me bem, como já não me sentia há muito tempo, só porque sim. Estou viva, posso dizer que tenho saúde, tenho pessoas que me amam mesmo que às vezes eu teime em não ver que sim, tenho um emprego e tenho dentro de mim a capacidade de (re)escrever a minha vida e de ser feliz. Não chega, quero muito mais, mas isso depende de mim. Sou capaz de mais, acredito que sim e, aos poucos, sinto que alguma coisa começa a renascer no meu coração e na minha alma. Ainda bem que amanhã vou outra vez à aula de pintura, apetece-me mexer nos pincéis e pintar cores bonitas e alegres para dar as boas-vindas à Primavera!

17.3.10

Ao fim da tarde...

...o céu estava assim.
Sempre adorei o céu cor-de-rosa, tem qualquer coisa de romântico e de surreal ao mesmo tempo, como se estivéssemos dentro de um quadro e observássemos as cores e as formas a movimentar-se lentamente.
Foi o melhor do meu dia.

15.3.10

Everything...

13.3.10

Pinheiros enamorados


Tenho uma paixão por árvores e adoro andar a passear e a observá-las, de todas as formas e feitios. Faço-o mesmo enquanto conduzo, é quase um vício e acaba por ser também uma forma de relaxar e de me distrair. E descubro sempre árvores lindas, cheias de personalidade e de histórias para contar (quando se dispõem a falar...). :) Ontem não resisti fotografar estes dois pinheiros, que vivem na mata em frente à Escola, e que são um poema. São dois pinheiros completamente independentes (embora aqui não se veja bem), mas que se unem numa perfeita simbiose como se estivessem a beijar, apaixonados e alheios aos gritos dos miúdos que por ali andam a aproveitar os primeiros raios de sol. É incrível. Lindo!

22.2.10

No fim da estrada

Fotografia: Sonja Valentina

No fim da estrada
é o início da vida.
O farol renasce
ao som das ondas do mar
que batem nas rochas chorando por ti.
A saudade amanhece
com a solidão ao seu lado.
O dia vai ser longo,
talvez não tenha fim.
Mas no fim da estrada
ao pé do farol
vou esperar por ti.

21/02/2010

20.2.10

A poesia que encontro na pintura...

Nunca pensei que pintar fosse tão bom. Está a ser uma terapia e a tornar-se um vício. Saio das aulas leve, como se me sentisse a flutuar em cima de uma nuvem de algodão. Deixo para trás o mundo onde vivo e naquele espaço outro nasce dentro de mim. Estou quase sempre calada, mas vou ouvindo as conversas e os comentários que se geram na sala, entre os outros alunos e a professora. Há pessoas de todas as idades, crianças animadas e com olhar vivo e curioso, com talento e sem talento nenhum, o que é divertido e encorajador ao mesmo tempo. Há um ambiente de descontração e quase de família que me faz sentir em casa. Canto enquanto pinto, o que não me lembro de fazer com nada. Acima de tudo, o que estou a gostar mais é a sensação de estar a aprender algo que não sabia, a começar do zero e a sentir-me evoluir, devagarinho. Isso e sentir que estou a dar vida a alguma coisa com as minhas mãos, seja bonito ou feio, esteja bem ou mal.

19.2.10

Gosto de...


...apagar todas as luzes e acender algumas velas
de tamanhos, cores e cheiros diferentes...


...beber um chá bem quente antes de dormir,
para aquecer a alma...


...estar em casa e ouvir e ver chover lá fora
enquanto estou no quentinho...

9.2.10

Profundamente...

...triste.

Fotografia retirada daqui.

6.2.10

Depois...


...de uma semana para esquecer e de um dia impossível, só queria chegar a casa e ter todo o conforto que pudesse! Um banho com cheirinhos bons, o meu pijama aquecido no aquecedor, com a Mafalda a sorrir-me e a querer envolver-me num abraço que tanta falta me faz, o meu maravilhoso chá sem teína da Rituals e música para me relaxar. Um dia hei-de voar para bem longe daqui!... Restam-me a esperança e o sonho, que nunca morrem!

4.2.10

Desejo

1.2.10

Sol!


Há lugares bem perto de nós que são maravilhosos. Hoje fui aproveitar um bocadinho deste sol tão saboroso e escolhi este sítio. Um miradouro de onde se viam as pessoas a fazerem as queimadas, típicas nesta altura, e de onde se podia sentir o cheiro a terra, longe de qualquer poluição, ruído ou stress. A vida no campo tem o seu tempo, sem pressas ou correrias. Há um tempo certo para tudo e nada se pode apressar. Como diz a minha avó: "não tenho stress, mas também não há monotonia". O verde começa a invadir os campos e podem-se já ver os malmequeres a florir por entre a erva fresca. As videiras pedem descanso, mas rapidamente as poderemos ver renascer, dando novo colorido ao castanho de que agora se vestem. Gosto da vida no campo. Tudo me faz pensar que a nossa própria vida é feita de tempos e de momentos certos, e que muitas vezes não vale a pena apressar nada. Temos que saber aguardar. Às vezes basta um momento assim para nos sentirmos melhor.

30.1.10

Regresso

Por muito que procure, não encontro a luz que desejo. Sinto apenas que ninguém me ensinou a viver, ninguém me ofereceu um livro bonito, como os que amo, que contivesse as instruções e as receitas milagrosas. Vivo, apenas, como sei, como posso. Tento fazer um pouco mais, um pouco melhor, todos os dias, sei que erro, muito, que sou demasiadamente imperfeita, sei que estou e estarei sempre à procura de algo que provavelmente nunca encontrarei. Mas é bom sonhar, não é?... Tinha saudades do meu baú!...
Esta música é uma das que mais gosto e a que me faz mais sentido agora.

5.1.10

O balão...


Há um tempo atrás encontrei, por acaso, esta imagem, que achei lindíssima. Faz recordar os meus tempos de menina. Quando íamos passear, o meu pai comprava-me sempre um balão, que me prendia à mãozinha ou ao dedo, e lá ia eu, toda contente, a puxar o fio e a ver o balão baixar e subir. Muitas vezes o balão desprendia-se (seria eu, de propósito?...) e subia, subia, subia... e eu ficava a vê-lo, até desaparecer. Intrigava-me para onde iria o meu precioso balão. Ficava a imaginar uma espécie de país dos balões, onde todos se juntariam sem que, no entanto, nós os pudéssemos ver. Hoje, reparei há um tempo numa festa de rua, não há meninas com balões. Perdeu-se a magia das coisas simples, mas tão especiais. Há momentos inesquecíveis.

28.12.09

Obrigada!...


Nos últimos dias tenho tido manifestações de carinho por muitas pessoas amigas a quem tenho que agradecer profundamente. Há fases tão tristes em que parece que por muito que tenhamos nada vale a pena, mas posso dar graças a Deus por ter amigos que se preocupam e me têm envolvido em ternura, sobretudo nestes dias mais especiais. Ontem recebi miminhos com grande significado afectivo, que vou guardar com muito amor: a foto da Lia (a princesa morenaça mais linda do mundo!), a mantinha para me embrulhar nas noites mais frias, o gel de cacau e de côco para me perfumar, os telefonemas, os abraços quentinhos... Tenho-me lamentado muito, eu sei, acho que está na hora de começar a agradecer mais e a retribuir. Prometo tentar estar mais atenta, a todos, e dar-vos mais, sobretudo sorrisos! Como costuma dizer uma querida amiga que me deu a mão na noite e no dia de Natal, flores e beijos! E um abraço com muita ternura! Obrigada!...

25.12.09

Hoje...


...passei a tarde em Fátima, recolhida, em silêncio e em oração. Pedi por todos os que me são queridos e agradeci, muito, porque apesar de toda a tristeza tenho que dar graças a Deus por muita coisa, sobretudo pela saúde, pelas capacidades que tenho e pelos amigos que me têm acarinhado. Hoje até fui "adoptada" por uma família de Estrelas! :) Apesar do frio cortante e da chuva, vivia-se no Santuário um silêncio raro, sentia-se a intensidade da oração de todos os que deixaram o conforto de sua casa para estar ali, mais perto de Deus. Foi uma tarde especial, num dia triste, mas em que encontrei esperança na luz que se acendeu à minha frente, numa simples vela.