Mostrar mensagens com a etiqueta Sentimentos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Sentimentos. Mostrar todas as mensagens

18.6.10

Com os pés em África


Ainda me sinto nas nuvens. Ou melhor, com os pés na terra, mas na de África. Hoje disseram-me que África é como o colo de uma mãe. Talvez seja isso, sim. Se for, eu quero voltar a ser criança para nunca mais sair desse colo. Sinto agora que sempre ali estive, que sempre estarei. Encontrei um sentido para o apelo que senti desde sempre e que muitas vezes não compreendia. Os cheiros, as cores, os olhares, as mãos, a pele, a música, a dança, o ritmo, o calor… tudo me enche a alma e me prende lá, ainda. E o céu estrelado como nunca vi na última noite que lá passei… Ou o pôr-do-sol sobre as dunas partilhado com a Maria da Luz e a Matilde… Tudo me prende, tudo me liberta. Em África senti-me livre, como nunca antes me tinha sentido.


Sou forçada a regressar aos poucos a um mundo que quase não reconheço. Não consigo dormir, sonho que ainda lá estou. Vejo-me rodeada de todos aqueles meninos e sorrio. Não consigo parar de sorrir. Estou lá, ainda e sempre. Agora sei.

30.5.10

Glória


"Depois do Inverno, morte figurada,
A primavera, uma assunção de flores.
A vida
Renascida
E celebrada
Num festival de pétalas e cores."


Miguel Torga

12.3.10

Secrets

E depois há dias assim. Em que nos sentimos frágeis, fracos, pequenos demais, invisíveis para todos os que estão à nossa volta e para nós mesmos. Dias em que sentimos falta de ser amados, dias em que faltam palavras, sons, cheiros, cores, sabores, e aquela sensação tão boa de sonhar e de achar que todos os sonhos que sonhamos são possíveis, mesmo que sejam disparatados ou (quase) impossíveis de realizar. Há dias em que não temos mais palavras para dizer o que sentimos e em que percebemos que por mais palavras que utilizemos nenhuma tem sentido ou impacto. Há dias em que percebemos que somos apenas mais uma pessoa no mundo e não fazemos a menor diferença, mesmo que às vezes, ilusoriamente, tenhamos pensado que sim. Há dias em que nem o sol a brilhar nos tira esta tristeza do peito. Dias, apenas mais dias.

27.2.10

Estou...


...profundamente abalada. Quero, simplesmente, apagar este dia da minha memória. Logo hoje, que estava a fazer um workshop que aguardava há tanto tempo e que estava a pensar espairecer um pouco por outras paragens, mas a vida mostra-me cada vez mais que é assim mesmo, implacável, não escolhe horas nem dias para nos apanhar de surpresa. O medo de perdermos as pessoas que mais amamos é indescritível, a aflição dos segundos a passar sem notícias, a volta no estômago, a dor em todos os sítios do nosso corpo, a cabeça que parece explodir, o coração apertado, a sensação de não termos noção do que estamos a fazer ou do que se passa à nossa volta... Quero esquecer e não voltar a sentir o mesmo nunca mais de tão doloroso que é. Já senti muitas dores, mas como esta não há nenhuma, faz-nos esquecer tudo o resto por completo. Graças a Deus, dentro do mal posso dizer que está tudo bem, mas não respirar de alívio, porque a tensão ainda não deixa. Só quero tentar adormecer e amanhã acordar mais leve.

22.2.10

Entre mundos


Não é a primeira vez que partilho aqui esta música, mas é apenas porque a adoro e porque, em dias como o de hoje, preciso tentar voar nas asas de um anjo para bem longe daqui, para um mundo só meu, onde me sinta feliz e em paz, o que tem sido agora difícil neste. Porque há dias como o de hoje, em que sorrio enquanto choro por dentro, em que os olhos procuram e não encontram, em que a luz se desvanece, em que as palavras não chegam, em que o tempo não passa e tudo é em vão. Porque há dias assim, em que simplesmente tudo o que preciso não tenho. Porque há dias assim, quero apenas dormir e sonhar.


So tired of the straight line
And everywhere you turn
There's vultures and thieves at your back
And the storm keeps on twisting
You keep on building the lies
That you make up for all that you lack

(...)
You're in the arms of the angel
Maybe you find some comfort here

20.2.10

A poesia que encontro na pintura...

Nunca pensei que pintar fosse tão bom. Está a ser uma terapia e a tornar-se um vício. Saio das aulas leve, como se me sentisse a flutuar em cima de uma nuvem de algodão. Deixo para trás o mundo onde vivo e naquele espaço outro nasce dentro de mim. Estou quase sempre calada, mas vou ouvindo as conversas e os comentários que se geram na sala, entre os outros alunos e a professora. Há pessoas de todas as idades, crianças animadas e com olhar vivo e curioso, com talento e sem talento nenhum, o que é divertido e encorajador ao mesmo tempo. Há um ambiente de descontração e quase de família que me faz sentir em casa. Canto enquanto pinto, o que não me lembro de fazer com nada. Acima de tudo, o que estou a gostar mais é a sensação de estar a aprender algo que não sabia, a começar do zero e a sentir-me evoluir, devagarinho. Isso e sentir que estou a dar vida a alguma coisa com as minhas mãos, seja bonito ou feio, esteja bem ou mal.

18.2.10

Nevermind the clouds


Hoje descobri a obra de Duy Huynh e fiquei completamente apaixonada!

14.2.10

Fui...


...ver o mar...


...e apanhar conchas na areia...


ESPERA

Dei-te a solidão do dia inteiro.
Na praia deserta, brincando com a areia,
No silêncio que apenas quebrava a maré cheia
A gritar o seu eterno insulto,
Longamente esperei que o teu vulto
Rompesse o nevoeiro.


Sophia de Mello Breyner Andresen, in "Mar"

12.2.10

Preciso...


...de paz!...

9.2.10

Profundamente...

...triste.

Fotografia retirada daqui.